Muito comum em casas e estabelecimentos comerciais, as placas solares ampliam horizontes na produção de energia por quem busca economia. No Rio Grande do Sul, já é possível avistá-las também nas fazendas, como a Pontal, em Viamão, na Região Metropolitana.
Por lá, o cultivo de arroz demanda a irrigação de uma grande área com o uso de bombas que captam a água da Lagoa dos Patos.
Para aumentar a rentabilidade e sustentabilidade da propriedade, José Luis Goulart Bandeira decidiu investir no crédito rural para instalar energia solar com 354 painéis.
– As bombas ficam ligadas das 9h às 18h, só desligamos à noite. É um alto custo, porque, até a colheita, precisamos de energia para manter a lavoura com água – explica.
Bem+ Agro
A plantação de arroz e criação de gado começaram nas terras com mais de 800 hectares há mais de 40 anos. Trabalho iniciado pelos avós de José. Hoje, os filhos ajudam o pai nos negócios.
– A gente instalou esses painéis para economizar. Daqui seis anos devo ver esse retorno. E isso também foi feito pensando na natureza, menos poluição, mais natural – conta.
Geração "agrovoltaica"
O uso de energia em fazendas ainda não é muito comum no Rio Grande do Sul. Mas tem se espalhado por países como os Estados Unidos, nos quais a energia solar é associada a cultivos com a sombra gerada pelas placas.
Trata-se da geração "agrovoltaica", que combina a produção agrícola com produção de energia. Culturas como brócolis, batatas e tomates apresentaram um bom desenvolvimento por causa do microclima criado sob os painéis.
Pelo mapeamento do governo estadual, com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Rio Grande do Sul está em quarto lugar entre as unidades da federação com potência instalada (kW) para a geração de energia solar.
Bem+ Agro é a campanha do Grupo RBS que valoriza quem toca o campo pra frente. A cada 15 dias, um novo tema é apresentado ao público.















