Que Gramado é a capital do chocolate artesanal do Brasil, muita gente sabe. Boa parte desse sucesso se deve às matérias-primas de qualidade: cacau de origem cultivado em regiões geográficas específicas e o leite gaúcho.
Na principal cidade turística da Serra, a chocolateria artesanal Miroh aplica o conceito bean to bar (do grão à barra, em português), processo no qual o o mesmo fabricante controla todas as etapas da produção, desde a seleção das amêndoas de cacau cruas até a barra final.
Mais do que uma técnica, é um movimento mundial que busca resgatar a origem do chocolate, promovendo práticas sustentáveis e éticas. O cacau usado vem de fazendas do Espírito Santo e da Bahia, além de outros países, como Venezuela e Índia.
— Nós somos a capital nacional do chocolate, temos o selo de indicação geográfica. Quando eu cheguei aqui, eram 30 marcas de chocolate e nenhuma fazia a partir da amêndoa de cacau — conta o chef chocolatier da Miroh, Ricardo Campos.
Bem+ Agro
Dependendo de cada solo, de cada fazenda, o cacau vai ter uma característica completamente diferente. O mesmo que acontece com o vinho e o café, por exemplo
RICARDO CAMPOS
Chef chocolatier da chocolateria Miroh, Ricardo Campos
Premiação e o toque do leite gaúcho
Entre as criações de Campos, há receitas com nuts e bombons, sabores que renderam reconhecimento internacional, como a medalha de ouro na categoria "Barras de Chocolate ao Leite com Infusão ou Aromatizante" no International Chocolate Awards, em 2025, em Nova York, nos Estados Unidos, considerado o "Oscar dos chocolates".
Para Ricardo, além do cacau de origem, o leite gaúcho, considerado de ótima qualidade para a fabricação de chocolate, também é decisivo para as conquistas.
— A sensação é de experimentar um capuccino em forma de chocolate. O leite, aqui do Rio Grande do Sul, chega a ter um percentual de gordura a mais, que me dá chocolates exclusivos. A gente já tem 27 prêmios fora do Brasil, muitos deles, com chocolate ao leite — diz Ricardo.
Bem+ Agro é a campanha do Grupo RBS que valoriza quem toca o campo pra frente. A cada 15 dias, um novo tema é apresentado ao público.
















