
É das propriedades gaúchas que sai a maior parte da produção de noz-pecã do Brasil: 80%. Um mercado em expansão, que encontrou no Rio Grande do Sul o clima e solo ideais para produção das oleaginosas. Municípios como Cachoeira do Sul, Anta Gorda e Santana do Livramento são destaques no Estado.
O Bem+ Agro visitou uma propriedade em Glorinha, na Região Metropolitana, onde as nozes são vendidas descascadas ou ainda com casca.
Bem+ Agro
É um cultivo de paciência, já que a nogueira demora até seis anos para entrar em produção. Durante o ano, os produtores também precisam de dedicação para garantir a qualidade do produto.
– Tem bastante atividade no pomar. A época de inverno é mais tranquila, porque entra em dormência. Os outros meses todos a gente está trabalhando em sanidade, solo, cobertura de solo – enumera Karion Marion, que comanda os pomares com mais de 3 mil árvores.
Na propriedade de Glorinha, depois de selecionadas, as nozes são vendidas com casca ou descascadas e abastecem padarias, indústrias, lojas de produtos naturais e até restaurantes do exterior.
– Eu estava em um restaurante em Berlim, na Alemanha, quando o garçom ouviu chamarem meu nome. Ele voltou da cozinha com nossa noz-pecã na mão. Eu nasci para ser pecanicultor! Só pode, não tem outra explicação! – exclama Karion.
Além de abastecer a demanda do mercado interno e da Europa, a noz-pecã gaúcha já chegou à Ásia, Oriente Médio e América do Norte.
Mesmo com chuvas intensas, enchentes e secas nas últimas safras, a produção segue em crescimento. Só na última safra, foram 5,2 mil toneladas produzidas, segundo a Emater.
O cultivo pode ser associado a sistemas de agrofloresta e pecuária, por isso o perfil dos produtores é diverso. Grande parte das nogueiras estão em propriedades de agricultura familiar ou agroindústrias especializadas.
Bem+ Agro é a campanha do Grupo RBS que valoriza quem toca o campo pra frente. A cada 15 dias, um novo tema é apresentado ao público.



















