Comuns nos campos do sudeste e nordeste do Brasil, os canaviais também têm espaço nas propriedades gaúchas. Em 2024, foram colhidas quase meio milhão de toneladas de cana-de-açúcar no Estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Impulsionada por pesquisas que desenvolveram variedades mais resistentes às variações do clima gaúcho, pragas e doenças, a área cultivada foi de 11.485 hectares no RS, também segundo o órgão federal.
Uma delas é a propriedade dos Gelinger, que fica na localidade de Morro Negro, em Parobé, no Vale do Sinos. Júlio Gelinger seguiu o cultivo que começou com o avô, há mais de 50 anos.
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Equipamentos como o moedor adquirido pelo avô na década de 1970 ainda seguem em uso. Uma cultura que exige dedicação e planejamento na lavoura.
– É tudo teste. As variedades são criadas para o calor, a gente arrisca e planta no frio. Vai vendo as que se adaptam melhor. De cinco em cinco anos, o canavial é renovado. Aqui na volta tinham algumas propriedades que o pessoal plantava cana, mas acabou desistindo. Era uma tradição de alambique que foi acabando – conta Júlio.
As coisas também mudaram na propriedade dos Gelinger. A produção de cachaça deu lugar ao melado e à rapadura – a melhor do mundo, na opinião dele, como brinca o produtor.
A receita secreta que faz sucesso nas feiras como a Expointer só dá certo porque no campo a cana atinge um bom grau "brix" – a doçura.
– No melado, açúcar é o segredo. É outro processo da rapadura de indústria, diferente de fazer. Cada melado é uma história que a gente tem que trabalhar para chegar mais próximo de um produto uniforme. O terreno, acidez, a época de colheita, tudo vai influenciar – revela.
O cultivo da cana-de-açúcar está concentrado especialmente nas regiões Noroeste, Centro e dos Vales. A produtividade avança com técnicas de manejo mais precisas e uso de tecnologias de solo.
Bem+ Agro é a campanha do Grupo RBS que valoriza quem toca o campo pra frente. A cada 15 dias, um novo tema é apresentado ao público.















