A bergamota é considerada um símbolo do inverno gaúcho. A produção se estende de fevereiro a novembro no Rio Grande do Sul graças ao cultivo de seis variedades, sendo a montenegrina a segunda plantada por aqui.
Uma curiosidade: segundo a Emater, a montenegrina surgiu de uma mutação espontânea em uma propriedade de Montenegro, no Vale do Caí, em 1940. De casca mais grossa, as frutas resistentes são as preferidas para a exportação.
O Bem+ Agro visitou a propriedade dos Gossler, em São Sebastião do Caí, onde o cultivo da fruta começou há mais de 50 anos.

Nos pomares, a preferência é pela montenegrina, devido ao sabor acentuado e por poder ser transportada por longas distâncias.
— Ela tem uma casca mais resistente, aceita até a exportação que eles mandam pro mundo afora. Ela aguenta, porque a outra é uma casquinha bem mais frágil. E nem precisa estar verde. Ela pode estar "prontinha" que vai resistir à viagem — explica Gossler.
A produção gaúcha é tão significativa que o Rio Grande do Sul consegue enviar frutas para outros Estados, como São Paulo.
Hoje, 10 mil famílias plantam citros no RS. Na propriedade dos Gossler, além das bergamotas, há também pés de limões e laranjas, cultivos normalmente associados com a bergamota nas propriedades gaúchas.
— Muita coisa é conhecimento, a gente herdou, mas as coisas vão evoluindo. Cada ano as coisas são diferentes, o clima muda, então a gente tem que se adequar ao clima diferente também. Não dá para dizer que é igual como era nos anos de 1970, mudou muito. Então, todo ano tem um aprendizado diferente — pondera o produtor.
Bem+ Agro
Além do consumo da fruta in natura, uso para sucos e geleias, algumas variedades são procuradas pela indústria para a fabricação de outros produtos. A montenegrina e a caí possuem boa concentração de óleo essencial na casca, procurado até pela indústria de cosméticos.
Bem+ Agro é a campanha do Grupo RBS que valoriza quem toca o campo pra frente.
A cada 15 dias, um novo tema será apresentado ao público.
















