De olho nas alternativas

Enem 2017: quem tem medo da TRI? Entenda o sistema de correção contra chutes

O modelo de correção as provas preocupa candidatos, mas arriscar resposta ainda é melhor do que deixar questões difíceis em branco, dizem professores

Sem conexão

A saga no Enem não termina com a maratona de provas extensas e cansativas. Depois de quebrar a cabeça nas 180 questões e na Redação, os participantes ainda enfrentam uma última adversária: a Teoria de Resposta ao Item, mais conhecida por TRI. Apesar do acrônimo simpático, trata-se do sistema empregado pelo Inep na elaboração e na correção das provas – e promete ser o terror de quem confia no chute para marcar pontos extras.

Na TRI, a coerência nos erros e acertos tem impacto significativo na nota final. Os organizadores dividem as questões do exame em três níveis de dificuldade: fáceis, médias e difíceis. Acertar 20 questões fáceis e 10 médias pode render um escore melhor do que acertar 20 questões médias e 10 difíceis. Se você acerta todas as questões mais complicadas sobre mudanças climáticas, mas erra uma pergunta elementar sobre efeito estufa, seus acertos podem valer menos.

— Evidentemente, o chute nunca é uma boa opção. No entanto, não vale a pena deixar em branco por medo da TRI. A dica que sempre dou aos alunos é que sejam coerentes! Leiam toda a prova e não deixem nenhuma questão fácil ou média por fazer. Se tiver de chutar, que chute as questões difíceis — aconselha o professor de matemática Bruno Baltazar, do Unificado.


Foco nos tópicos que domina

MEC e Inep nunca revelam que questões se enquadram em cada nível de dificuldade. Omitir essa informação é parte do que torna o exame confiável. O melhor indicativo é a facilidade do candidato em responder. Por isso, os professores recomendam  que os alunos não gastem mais de três minutos nas questões mais acessíveis e reservem o tempo que sobrar para retornar àquelas que tiveram dificuldade de responder na primeira leitura.

Da TRI também deriva uma dica do professor de física Adrô Lara, do Unificado: dentro de uma mesma prova (Ciências da Natureza, Humanas, Linguagens ou Matemática), valorize e revise os conteúdos das disciplinas em que você se sente mais confiante.

É que a divisão entre questões fáceis, médias e difíceis é feita prova a prova, e não disciplina a disciplina. Para cada grande área, será dado um escore.

— Por exemplo, o aluno terá o escore de Ciências da Natureza. Por mais que tenha feito mais acertos em química do que em física ou biologia, isso não faz tanta diferença. Se ele vai melhor em química, que aproveite a reta final para reforçar química. Dentro de cada área, que ele priorize as disciplinas que são seus pontos fortes — recomenda Lara. 

O caminho é aproveitar as últimas semanas para essa revisão. 

Enem 2017

De 17 até 26 de outubro (com exceção de sábado e domingo), GaúchaZH publicará uma reportagem por dia sobre o Enem 2017. As provas estão marcadas para 5 e 12 de novembro. Veja o que foi publicado e o que está previsto:

17/10 –  Confira sete assuntos que podem cair nas provas
18/10 – Veja como evitar oito erros comuns na Redação 
19/10 – Quais são as características de cada prova e os conteúdos que nunca ficam de fora
20/10 – Datas, horários e as informações que você precisa saber sobre os dias de provas
23/10 – Veja apps e ferramentas que ajudam nos estudos
24/10 – Cuidado com a interpretação! Dicas para ler os enunciados com atenção
25/10 – Como funciona a TRI, sistema de correção que detecta chutes
26/10 – Professor dá dicas para enfrentar as últimas semanas com serenidade 

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