
O governo federal anunciou a liberação de crédito extraordinário de R$ 64 milhões para amenizar os efeitos do El Niño no Brasil. A medida provisória foi assinada nesta terça-feira (22) pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin.
As comunidades que dependem da agricultura familiar e tiveram sua produção afetada estão entre as mais assistidas por esse repasse. Do total de recursos, R$ 40 milhões serão direcionados ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para a aquisição e distribuição de alimentos da agricultura familiar no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos.
Os outros R$ 24 milhões serão destinados à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em ações emergenciais destinadas ao fornecimento de alimentos, água potável e outros insumos essenciais em terras indígenas.
Efeitos registrados no RS recentemente
O Rio Grande do Sul tem sofrido diretamente os impactos do El Niño. Nos últimos dias, no fim de semana e na segunda-feira (21), dezenas de municípios sofreram danos com a passagem de um temporal. Quatro pessoas morreram.
Até esta terça-feira (22), 3.934 pessoas ainda estavam fora de casa. Segundo a Defesa Civil estadual, são 703 desabrigados (que estão em abrigos públicos) e 3.231 desalojados. De acordo com balanço do órgão, 22 casas foram destruídas, 463 danificadas estruturalmente e 2.177 destelhadas.
Página com informações
O governo federal também lançou uma página dedicada ao El Niño que reúne informações oficiais sobre o fenômeno, os impactos que devem ser monitorados em cada região do país e as principais ações de preparação e resposta.
A plataforma traz ainda orientações para Estados, municípios e para a população, além de informações sobre monitoramento, prevenção de desastres, assistência às áreas mais vulneráveis e medidas adotadas pelo Governo Federal para reduzir os efeitos do fenômeno.
O El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical, provocando alteração na circulação atmosférica tornando os volumes de chuvas irregulares. Ele provoca seca no Norte e Nordeste do país, atraso das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, e enchentes na região Sul do Brasil.


