A perspectiva de um El Niño "muito forte" não indica, por ora, que haverá necessariamente um evento semelhante ao que aconteceu em 2024 no Rio Grande do Sul. A análise é do meteorologista Leandro Puchalski, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta sexta-feira (10).
O mais recente boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, divulgado nesta quinta-feira (9), aumentou para 81% a probabilidade de que o evento climático seja "muito forte" entre outubro e dezembro deste ano — antes, a chance era de 63%.
No entanto, segundo Puchalski, não há uma relação totalmente direta da intensidade do fenômeno com suas consequências:
— Existem outros moduladores de clima que não são tão conhecidos e que podem tanto maximizar quanto minimizar os efeitos do El Niño. A oscilação da Antártida é um desses moduladores. É uma mudança de comportamento da pressão atmosférica que pode, muitas vezes, facilitar o avanço das frentes frias pelo sul do Brasil e fazer com que a chuva fique mais concentrada aqui.
Ele confirma a tendência de um maior volume de chuvas a partir do segundo semestre, mas ressalta que esse nível de intensidade deverá ser conhecido com mais precisão a médio e curto prazo.
O meteorologista destacou ainda que outras variáveis, incluindo a preparação do Estado para enfrentar eventos climáticos, podem influenciar a magnitude do El Niño por aqui.



