
A Cúpula dos Líderes da COP30, realizada nos dias 6 e 7 de novembro, reúne 143 delegações internacionais, incluindo 57 chefes de Estado e de governo, além de ministros e representantes de organismos multilaterais como ONU, Banco Mundial e FMI.
Organizado pela Presidência da República, o evento antecede a conferência oficial da COP30 e tem como objetivo dar “direção política” às negociações climáticas, segundo o Itamaraty. A cúpula não possui caráter deliberativo, mas busca alinhar compromissos e prioridades entre os países participantes.
Entre os líderes confirmados estão o presidente da França, Emmanuel Macron, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o presidente do Quênia, William Ruto. Também participam o presidente do Conselho Europeu, António Costa, o premiê da Noruega, Jonas Gahr Støre, e o primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chegou a Belém na quarta-feira (5).
O Príncipe William representa o rei Charles III no evento, reforçando o peso simbólico da presença britânica.
Apesar da ampla adesão internacional, algumas ausências chamam atenção. Os presidentes Donald Trump (EUA), Xi Jinping (China) e Javier Milei (Argentina) não comparecerão. Segundo o Itamaraty, os Estados Unidos não enviarão representantes políticos de alto escalão, enquanto a China será representada apenas por uma delegação técnica.
A cúpula funciona como uma etapa preparatória para a COP30, que ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a abertura oficial e preside sessões temáticas sobre florestas e oceanos, transição energética e financiamento climático. Um dos destaques será o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa que busca combinar recursos públicos e privados para a conservação ambiental.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o objetivo da cúpula é estabelecer um “termo de referência” para orientar as negociações da conferência.
— Ao final, uma mensagem deve ser deixada pelos líderes, com recados defendendo, por exemplo, o fim do uso de combustível fóssil e do desmatamento — afirmou.
O Brasil deseja que a COP30 estabeleça compromissos concretos e organize um monitoramento das promessas passadas, por exemplo, sobre o desenvolvimento de energias renováveis.
Vários países também querem ampliar os compromissos para reduzir as emissões de metano, gás que contribui consideravelmente para o aquecimento global.
A União Europeia (UE) e os pequenos Estados insulares (Aosis) querem mais avanços na redução das emissões, abordando o tema das energias fósseis.




