- A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, começa nesta segunda-feira (10), em Belém, no Pará, e segue até o dia 21
- Pela primeira vez, o evento mundial ocorre no coração da Amazônia, bioma essencial para a regulação do clima do planeta
- Cerca de 50 mil pessoas participam do encontro, que discute temas como transição energética e seu financiamento, e adaptação às mudanças climáticas
- Durante a COP30, os países terão de divulgar quanto planejam reduzir suas emissões de carbono até 2035 e as políticas que os levarão até lá
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O que está na pauta
Até 21 de novembro, o Brasil sedia em Belém, no Pará, a 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) com a missão de reafirmar o protagonismo na agenda climática global.
Voltam à pauta soluções para questões ambientais e sociais, como a descarbonização e os impactos do aquecimento global nas populações vulneráveis, a partir de políticas públicas eficientes e de acordos diplomáticos.
Na Cerimônia Oficial de Abertura da Pré-COP, realizada em 13 de outubro, em Brasília, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que a meta do governo é alcançar o "desmatamento ilegal zero até 2030". Já no dia 20 de outubro, em cerimônia oficial com diplomatas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou compromissos climáticos, disse que esta será a "COP da verdade" e defendeu a “justiça climática”.
— Muitos países ainda precisam apresentar as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). É preciso um compromisso real de financiamento por parte das nações que mais poluíram ao longo dos últimos 200 anos — disse Lula.
O prazo para a entrega das NDCs, que são metas climáticas apresentadas por cada país signatário do Acordo de Paris, contendo planos de redução de gases de efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas, encerrou-se em setembro.
O Brasil foi o segundo país a apresentar a sua NDC, em novembro do ano passado, com a meta de reduzir todos os gases do efeito estufa entre 59% e 67% até 2035, em comparação aos níveis de 2005.
Mercados de Carbono
Durante a COP30, o Ministério da Fazenda deve propor a criação da Coalizão Aberta para Integração dos Mercados de Carbono. A iniciativa visa a harmonizar padrões e conectar diferentes sistemas de comércio de créditos de carbono já existentes, com o objetivo de gerar liquidez, previsibilidade e transparência no setor.
A adesão à iniciativa ficará disponível a todas as nações interessadas, mas não será obrigatória. Segundo o governo, serão aceitas novas adesões mesmo após o início dos trabalhos. O propósito central da coalizão é acelerar a descarbonização das economias e incentivar a implementação do Acordo de Paris.



