
A quarta-feira (19) reúne elementos para ser o dia mais importante da COP30 até agora. O Brasil aguarda para o dia o avanço de pautas relevantes e a convergência de países para um documento oficial de compromissos.
Nesta terça-feira (18), representantes ministeriais de mais de 80 países declararam apoio oficial ao mapa do caminho proposto pelo Brasil para acelerar a transição global longe dos combustíveis fósseis. A iniciativa, que ganhou força após convocação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula de Líderes, busca estabelecer um calendário internacional para abandonar petróleo, gás natural e carvão mineral.
O Brasil defende que um plano de ações seja incorporado à decisão final da conferência, em uma espécie de sinal político de compromisso com a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C. Entre os países que manifestaram apoio público estão Alemanha, Dinamarca, Reino Unido, Quênia, Serra Leoa e Ilhas Marshall, compondo uma coalizão inédita entre norte e sul lobal.
O Brasil apresentou o primeiro rascunho da decisão final da COP30, com diretrizes para temas travados há meses. O documento de 70 páginas aborda quatro pontos: ambição das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), financiamento climático, impactos do comércio internacional e governança. A inclusão do debate sobre barreiras comerciais e protecionismo verde foi considerada inovadora.
Foram destaques do dia, ainda, o anúncio, pela enviada especial da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) para Oceanos, Marinez Scherer, da criação do chamado blue package (pacote azul), um roteiro de ações para acelerar soluções baseadas no oceano.
Também nesta terça, 46 governos de diferentes países e esferas firmaram compromisso para ampliar a proteção dos manguezais. Os estados do Amapá, Bahia, Pará, Maranhão, Pernambuco, Sergipe e Rio de Janeiro, além do município de Aracaju, aderiram ao movimento global Mangrove Breakthrough. A iniciativa busca mobilizar US$ 4 bilhões para restaurar 15 milhões de hectares de manguezais até 2030.



