
A passagem de um ciclone extratropical próximo à costa do Rio Grande do Sul, com forte vento, provocou ressaca marítima em parte do litoral gaúcho. O Serviço Meteorológico Marinho (SMM), vinculado à Marinha do Brasil, emitiu alerta apontando para a possibilidade das ondas atingirem até 3,5 metros de altura a partir desta terça-feira (29).
O aviso se estende de Mostardas, no Litoral Médio, até Florianópolis, capital de Santa Catarina. Ou seja, a ressaca marítima abrange toda porção do litoral norte do Rio Grande do Sul.
O comunicado para as altas ondas começa às 21h desta terça e se estende até as 9h de quinta-feira (31). O serviço meteorológico também alerta para a continuidade das rajadas de vento forte entre Mostardas e Laguna, no litoral catarinense, que podem atingir 75 km/h até quarta-feira (30).
Conforme a Climatempo, apesar de ainda ter repercussões nas condições do tempo, o ciclone extratropical está em alto mar e já começou a perder intensidade. A tendência é que ele se afaste mais nas próximas horas.
Como se formam as ressacas marítimas
A ressaca marítima pode ocorrer em qualquer época do ano, pontua a Climatempo. No entanto, ela se torna mais comum no outono e no inverno no sul do Brasil pela atuação mais frequente dos ciclones extratropicais.
Em razão do vento forte provocado pelo fenômeno, o mar fica mais agitado. Isso porque a baixa pressão atmosférica do sistema meteorológico força a concentração da massa de água em uma região, gerando o conjunto de grandes ondas.
Como fica o tempo
Nos próximos dias, entre quarta e quinta-feira, o tempo estável predomina no Estado, com o sol aparecendo entre nebulosidade variável e sem condições para ocorrência de chuva. Próximo à costa, no entanto, o mar continua agitado e segue o alerta de ressaca. O aviso é válido até quinta (31).
Com o afastamento mais expressivo do ciclone, o vento perde força. Os destaques do tempo ficam para a temperatura baixa, para a possibilidade de formação de geada e de nevoeiro pelas regiões.
Estragos provocados pelo vento
Até a manhã desta terça-feira, em Capão da Canoa, pelo menos 150 casas sofreram danos por causa do vento, que foi forte o suficiente para derrubar postes e árvores. Dezesseis pessoas precisaram sair de casa e estão acolhidas em abrigos públicos.
Já em Imbé, o vento também derrubou postes. Um deles caiu sobre a ponte que liga a cidade com Tramandaí. Casas ficaram destelhadas e parte do telhado da garagem da prefeitura da cidade foi arrancado.

Em Tramandaí, casas também foram destelhadas. Em diversos pontos do litoral, como na Barra do Rio Tramandaí, houve avanço da água sobre as ruas. Também foram registrados danos significativos em várias guaritas de guarda-vidas, especialmente no município de Torres.
Na Região Sul, em Pelotas, oito unidades básicas de saúde estão sem atendimento por causa da falta de luz. A previsão é que o atendimento seja retomado nesta terça-feira (29).
Em Rio Grande, uma parede caiu sobre uma casa e atingiu um carro. Ninguém se machucou. A força do vento também derrubou árvores e postes.


