
O governo do Estado apresentou as estratégias de descarbonização do Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (2), durante evento realizado no Cais Mauá, em Porto Alegre. Houve o lançamento de um edital de chamada pública com o propósito de atrair indústrias e projetos voltados à cadeia produtiva. Empresas do setor energético acompanharam a apresentação.
O edital será lançado nos próximos dias no Diário Oficial do Estado e prevê um valor global de R$ 102,4 milhões, com subvenção por projeto de até R$ 30 milhões. A contrapartida mínima exigida das empresas será de 30%.
O cronograma do edital compreende sete etapas, desde a inscrição até a contratação e acompanhamento dos projetos selecionados. As propostas terão prazo de até 24 meses para execução. Em parceria com o Badesul, a iniciativa integra o Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva de Hidrogênio Verde. Os recursos virão do orçamento do Estado.
O que é o hidrogênio verde
O hidrogênio verde (H2V) é definido como o hidrogênio produzido pela eletrólise da água, utilizando eletricidade gerada a partir de fontes de energia renováveis – como a solar, a eólica e a hidrelétrica.
O processo de eletrólise separa as moléculas de água (H2O) em hidrogênio (H2) e oxigênio (O2), por meio da aplicação de uma corrente elétrica. O processo de sua produção ocorre sem a emissão de carbono.
— O fortalecimento das iniciativas que preveem a descarbonização e os incentivos às atividades de baixo carbono sempre estiveram no escopo do governo do Estado. No entanto, com este lançamento, estamos antecipando projetos que seriam concretizados no futuro — afirma o governador Eduardo Leite.
O projeto visa:
- Desenvolver a cadeia produtiva de H2V no RS
- Auxiliar na transição energética em direção a uma economia de baixo carbono
- Apoiar a diversificação da matriz energética
- Fomentar a geração de trabalho, de emprego e de renda
- Promover a inovação tecnológica na cadeia produtiva regional
- Apoiar as cadeias produtivas estaduais para adoção das premissas de ESG (Environmental, Social and Governance – ambiental, social e governança, em português)
- Mobilizar o ecossistema estadual de H2V, promovendo o diálogo e a cooperação entre os diferentes atores nacionais e internacionais para auxiliar na viabilização e no desenvolvimento de empreendimentos do setor
- Atrair e promover investimentos para o desenvolvimento do mercado de H2V no Estado
- Integrar o Programa às políticas públicas de energia, aos planos de desenvolvimento econômico e às políticas de inovação do Estado
- Promover e incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação (PD&I), bem como o desenvolvimento de produtos, serviços, processos e modelos de negócios inovadores em empresas brasileiras
Conforme o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, o edital prevê que seja desenvolvida uma planta de geração de produção de hidrogênio verde e o seu uso associado.
— Vai ter uma pontuação (no edital). Aqueles que tiverem graus de maturidade mais elevados terão uma pontuação maior, porque os recursos são finitos. O que queremos é capturar aquele projeto que se apresentar mais maduro o suficiente para que, a partir do próximo ano, já possamos ter um novo energético contribuindo na nossa matriz — observa.
A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffman, que participou da apresentação, acrescenta:
— A chave do sucesso da energia é a diversificação da matriz.
O planejamento está alinhado ao Plano Rio Grande – programa de Estado para reconstruir o RS e torná-lo mais resiliente, preparado para o futuro – e ao Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável. O Estado pretende liderar a transição energética no Brasil.
