
A madrugada desta quinta-feira (26) teve chuva congelada em Pinheiro Machado, na Campanha. O fenômeno foi registrado por volta da 00h20min. A temperatura mínima na cidade foi de 5,3ºC, por volta das 3h.
Havia previsão de ocorrer alguma precipitação invernal, como a chuva congelada, a congelante ou até neve, na região. Na terça-feira (24), houve registro de neve também em Pinheiro Machado. Mas qual a diferença entre neve, chuva congelada e congelante e o que é necessário para que aconteçam?
Mas qual a diferença entre os fenômenos?
Neve
A neve é formada por um aglomerado de cristais de gelo que se desenvolvem dentro de uma nuvem. Os flocos que se moldam chegam ao solo do mesmo modo em que caíram. É muito branca, mas com o passar das horas, vai virando um aglomerado de gelo na superfície e, aos poucos, derrete.
Chuva congelada
A chuva congelada acontece quando a neve que cai da nuvem passa por uma camada de ar mais quente, com temperatura acima de 0°C e, no meio do caminho, encontra uma camada de ar frio. Nesse processo, ela recongela antes de chegar na superfície, formando os pequenos aglomerados de gelo no chão.
Chuva congelante
Já a chuva congelante ocorre de forma normal. A precipitação cai líquida da nuvem, mas congela ao tocar a superfície fria.
Para ocorrer neve
Segundo Daniel Caetano, meteorologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a ocorrência de neve exige dois fatores principais: umidade elevada e atmosfera muito fria, com temperaturas abaixo de 0°C nas camadas de ar acima da superfície.
Essa combinação permite a formação de nuvens com cristais de gelo, que podem cair em forma de flocos.
Conforme o meteorologista, a ocorrência desses fenômenos no Estado é rara devido às condições específicas necessárias para que se manifestem.
— A neve ou chuva congelada acontece em situações muito específicas, por isso que aqui para o RS não é muito comum. Essas situações ocorrem quando há uma entrada muito rápida de ar frio sobre uma região onde já está chovendo. Normalmente, a massa de ar frio se estabelece quando o tempo está seco — explica Caetano.
O meteorologista destaca que o fenômeno é mais comum em regiões elevadas, onde as temperaturas naturalmente são mais baixas.
Mesmo com as condições favoráveis, Caetano ressalta que o fenômeno segue sendo atípico no Rio Grande do Sul.
— Não é um fenômeno comum para nós, por mais que tenhamos condições favoráveis — conclui.
* Produção: Leonardo Martins e Carolina Dill
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