
A jovem sueca Greta Thunberg, ícone da luta contra a mudança climática, e a associação Yanomami Hutukara, que defende a biodiversidade da Amazônia, foram premiados nesta quarta-feira (25) com o Right Livelihood, concedido por um fundação sueca de mesmo nome e conhecido como Nobel alternativo.
A associação Yanomami Hutukara e seu porta-voz, o líder indígena brasileiro Davi Kopenawa, receberam o prêmio pela "luta firme e determinada para proteger as florestas e a biodiversidade da Amazônia, assim como as terras e a cultura de seus povos autóctones". Já Greta, venceu o prêmio por "ter inspirado e encarnado as reivindicações políticas a favor de uma ação climática urgente de acordo com os dados científicos".
"Sua compreensão da crise climática baseada na ciência e a falta de respostas da sociedade e dos políticos a este tema levaram Greta Thunberg a dedicar-se à causa e a reclamar atos contra a mudança climática. Personifica a ideia de que todos podemos modificar o curso das coisas", escreveu a fundação em um comunicado.
O movimento da ativista adolescente contra a mudança climática, Fridays For Future (Sextas-feiras pelo Futuro) começou há um ano, em 20 de agosto de 2018, quando ela fez, sozinha diante do Parlamento sueco, sua primeira "greve escolar pelo clima". Desde então, o movimento ganhou força, da Suécia à Austrália, passando pela Europa e Estados Unidos, graças a jovens ativistas como Greta.
Na sexta-feira passada (20), mais de 4 milhões de pessoas, de acordo com os organizadores, saíram às ruas em 160 países para uma "greve mundial pelo clima" e para exigir que os governantes adotem ações contra a catástrofe climática prevista pelos cientistas.
Este ano, o prêmio Right Livelihood também foi concedido à ativista saharaui dos direitos humanos Aminatou Haidar por seu combate pela autodeterminação do Saara Ocidental, assim como à advogada chinesa especializada no direito das mulheres Guo Jianmeic. Cada premiado recebe 1 milhão de coroas suecas, o equivalente a US$ 103 mil.
A premiação foi criada em 1980 por Jakob von Uexkull, que foi deputado do Parlamento Europeu pelo Partido Verde, após a recusa da Fundação Nobel a criar um prêmio para o meio ambiente e o desenvolvimento. Por este motivo, é chamado de Nobel alternativo.




